dadoamorim



Hoje parei para pensar na palavra esperar e no tempo que isso me remete... Já percebeu como esperar é horrível? De tanto pensar esperei chegar à frente do computador, mas demorei e as idéias foram se perdendo como se fossem água passando pelos dedos.
Agente já começa a vida esperando nove meses para nascer, mas muitos de nós são tão afoitos que nem isso conseguem esperar e vem para o lado de cá mais cedo que o norma. Por que esperar mesmo que se esteja confortável é muito chato.
Temos que esperar o tempo de andar, falar, comer sozinho e até ir ao banheiro sem a ajuda de terceiros. Desde o inicio as coisas se resumem em esperar e ponto. Esperar à hora do recreio, do desenho preferido, da páscoa ou do natal pra ganhar presentes. Em todas minhas fases eu precisei ter paciência.
A adolescência chega e com ela na bagagem a espera que ela passe depressa para eu poder dirigir, comprar o que quiser e ser quem eu acho que mereço ser. Nesse tempo passei a perceber que esperar que a menina mais linda do bairro me dê mole, era esperar tempo de mais. Sei que aí aprendi o oposto de esperar... O ataque.
Feito um lobo com fome passei a atacar. Atacava na escola zuando tudo e todos com o maior medo de perceberem que eu é que merecia ser zuado. Ataquei também com os amigos, tentando ser sempre o melhor e mais esperto e nisso até que me sai bem. Por fim, atacar as meninas, por que era isso que os lobos faziam de melhor, atacar. Fui sempre ao Maximo de mim... No fim percebi que todo esse ataque era uma simples espera pelo tempo da maturidade.
A maturidade – como tudo que se espera – foi chegando, e com ela menos dor no tempo precioso e grandioso do saber esperar. Saber esperar a hora certa de compor situações favoráveis, saber a hora de escolher quem vai ficar ao meu lado, meus amigos, família e até da escolha do amor.
Sou novo ainda e mesmo descrevendo e notando que o tempo da espera não é tempo perdido eu sinto medo do “até quando?”, ou de ver o tempo se esvair com a água passando pelos dedos como disse lá em cima sobre as idéias.

Por fim uma idéia que Paulo deixou: “sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança a experiência, e a experiência a esperança; e a esperança não desaponta.”
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